quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Eu não estou gostando de Agosto. Brigas, desentendimento, mudanças... Posso voltar no tempo e refazer certos momentos? Atuar com mais afinco, talvez. Esperava que entendessem piadas, que compreendessem o que eu dizia, que demonstrassem algo. Nada disso aconteceu. Nunca fui tão mal compreendida quanto nesse mês. Eu pensava que estava falando A, mas na verdade elas saiam de mim parecendo B e os outros entendiam o absurdo que era o C. Estava possuída por um espírito ruim que atrapalhou tudo. Acho que ele só está dormindo.
Não gosto de pessoas que acham que me conhecem e falam para mim coisas absurdas. E outra, eu não ameaço. Eu sou incapaz de ameaçar alguém. Se você achou isso, é porque você realmente não sabe com quem está lidando. E eu prometo nunca mais dirigir a palavra para uma pessoa assim. Dá muito trabalho. Era pra ser nada e virou muita coisa.
Mas, pior que isso tudo, são os relacionamentos que mudam por coisas bobas. Era pra continuar como antes, conversando sobre qualquer coisa, rindo, saindo, se divertindo... E agora existe um muro invisível que impede um diálogo normal. Não era pra ser assim. Porém, ao mesmo tempo, não me arrependo. Só gostaria que não tivesse atrapalhado.


Vamos lá Agosto, você consegue!

terça-feira, 13 de julho de 2010

Os dois eram muito novos quando se conheceram. Imaturos, com certeza. Cresceram juntos aprendendo coisas novas. Era uma relação complicada. Cheia de feridas e mágoas. Mas o amor que os dois sentiam transcendia qualquer obstáculo criado.
Ele era apenas um rapaz que, como qualquer outro, não sabia lidar com sentimentos. Ela, ainda adolescente, que acreditava ter achado o seu príncipe. Não era bem assim. Ele estava bem longe de ser perfeito como aqueles príncipes encantados dos filmes. Ele era normal, cheio de defeitos e qualidades. E a amava incondicionalmente. Era isso que importava.
Eles eram reféns do tempo. Ela tinha medo de o perder para sempre. Ele temia não encontrar outro amor como aquele. Mas mesmo que as coisas mudassem, eles ainda seriam um do outro. Soava clichê e ninguém entendia muito bem aquilo, mas o que importava? Eles tinham um ao outro.

Ele se casou com outra mulher e teve belos filhos. Ela permanecia intacta com o passar do tempo, muito ocupada com a vida profissional para pensar em sentimentos. Eram infelizes. Tudo havia mudado. Aquele amor ainda existia, era o que fazia com que eles ainda tivessem vontade de viver.
Moravam na mesma cidade, em bairros vizinhos. Mas nunca se encontravam. Parecia que alguma coisa impedia que eles se vissem novamente. Talvez fosse melhor assim. Eles haviam aprendido a lidar com a dor.
Ainda sonhavam em viver a história interrompida.

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Bem que eu gostaria de...

Bem que eu gostaria de esquecer essa madrugada. As lembranças do que havia acontecido permaneciam impregnadas na minha mente. Eram flashes atordoantes. E eu ainda não tinha plena certeza do que acabara de ocorrer. Ou, o que era mais provável, eu não queria acreditar. Pretendia viver a minha vida como se aquilo não tivesse acontecido. Foi um sonho ruim, só isso.
Desde a hora que acordei, sabia que o dia seria ruim. Ele nunca me ligou tão cedo. Disse que esperava poder conversar comigo hoje. Como se eu já não soubesse que ele estava me traindo. Fomos jantar. Fiz questão de escolher o restaurante mais caro. Afinal, era ele quem estava pagando. Depois de algumas taças de vinho tive a “surpreendente” revelação de que nem na traição ele consegue ser original. Tinha que seguir o clichê dos filmes e ser logo com a secretária?
Eu não estava triste. Na verdade, não sentia nada. O silêncio reinava no meu carro. A cidade passava por mim numa velocidade magnífica. As luzes eram hipnotizantemente coloridas. As ruas estavam vazias. Não podia imaginar que alguém estaria ali, naquela hora. A colisão foi intensa e rápida. O homem jazia no asfalto ainda quente. O sangue escorria criando belas formas no chão. A lua estava cheia, iluminando dramaticamente aquela cena.  Ele era jovem, usava uma fina aliança na mão esquerda. O pouco de sentido que havia na minha vida morrera naquele momento.

Três Músicas

Ela não sabia como agir. Nunca havia passado por sua cabeça que um dia ele estaria ali, sentado no chão de sua casa, vasculhando seus vinis empoeirados. Isso depois de um pequeno acidente no trabalho, envolvendo um grampeador e a mão dele, fruto da distração rotineira dela. E ele estava ali, sorrindo.
Os dois conversavam sobre diversos assuntos. Eles se sentiam bem juntos, e nem sabiam. Em algum momento ele achara um vinil, relativamente novo. Ficou olhando para aquela capa simples e, ao mesmo tempo, tão bonita. Ele levantou, foi até a vitrola e botou na faixa oito. Era uma música tranqüila que dava uma certa nostalgia. Em ambos. A voz delicada da cantora ecoava na sala de uma maneira que envolvia aos dois. Eles se olham. Aquela música era sinestésica, tinha cheiro de terra molhada. Os dois concordavam.
Em seguida, as faixas um e doze foram escolhidas por ele. Elas traziam muitas recordações para eles. Talvez por isso ficassem calados, ouvindo. A voz era deliciosa, cheia de uma pureza perfeita para aquele momento. Ele a convidou para dançar. Ela, meio envergonhada, aceitou. Não houve beijo, nem nada desse tipo. Aquele havia sido o primeiro e único encontro dos dois. Ele seria convocado para a guerra no dia seguinte. Mas ela sempre teria aquelas três músicas para lembrar dele e daquele dia.

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Não há nada mais normal para mim do que ser confusa. Isso é um fato. E o que eu mais gosto é complicar as coisas. O que poderia ser algo fácil e simples, passa a ser o quebra-cabeça mais adorável do mundo.
Sempre fui muito passional. Tenho a tendência de me apaixonar rapidamente. E esquecer é tão fácil quanto. Não há nada mais interessante do que algo platônico. É divertido sonhar, criar histórias. O problema é quando há a possibilidade de se tornar real. A graça e a magia acabam. A outra pessoa passa a se torna ninguém.
Agora não estou mais assim. Aparentemente amadureci. Não me apaixono mais. Talvez por alguns segundos mas logo em seguida volto para a realidade. Acho que me machuquei muito de uns tempos para cá. Já não ligo mais. Ou ligo demais para conseguir sentir algo de especial.


Resumindo, sei lá.

domingo, 16 de maio de 2010

A pessoa narra o que está acontecendo, detalhadamente. Não deveria ser tão irritante assim. Afinal, cada um fala sobre o que quer, não é mesmo? Existe essa liberdade. Mas porque só o que aquela pessoa específica fala me irrita? Era mais fácil excluir tudo e deixar passar.
Ontem falei falei falei (vírgula é para os fracos) e pronto, acabou. Hoje o meu problema é outro. Por que eu não consigo fazer as coisas no momento certo? Por exemplo, a prova para terça. Eu estou enrolando desde às 11h da manhã! Existe tanta coisa mais interessante para se fazer. Como se eu estivesse fazendo algo super importante. Não estou. Faço nada desde às 11h da manhã.

E a pessoa continua a me irritar falando sobre coisas que não me interessam.
Preciso parar de ser tão aleatória. Falo certas coisas sem pensar, alguns atos são involuntários. Não é minha culpa, sou assim. Às vezes acho que as pessoas tem medo de mim. Não, elas não tem paciência mesmo. Eu acho. Ou, talvez, possam achar graça da loucura. Enfim, não sei. Deixa pra lá.
Eu estou numa fixação muito grande com zumbis. Toda hora são os zumbis. Acho que preciso ver algum filme ou ler algum livro sobre. Está ficando absurdamente bizarro já. Mas sei lá né, vai ser lançado mais um filme sobre eles daqui a pouco. Então não sou só eu que tem essa adoração por eles.
Minha cachorra late. Não é agradável ficar ouvindo isso. Fico imaginando, será que eu sou que nem ela? Tão irritante assim. Devo ser, mas ouve quem quer. Dou toda a liberdade para falaram na minha cara que não querem mais me ouvir/ler. Ou pode simplesmente sumir.
E, como sempre, estou aleatória. Por que eu faço isso? Por que estou escrevendo esse texto, aliás? Eu deveria estar fazendo uma prova. Preciso entregar até terça-feira. Mas e daí? Eu gosto de emoção. Putz, parei.